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Encomenda Poética Personalizada"

                             -EPP-       
                     

Jorge, o nosso amigo!

Ele acorda às 4 da manhã

às cinco lá já está,

todos os dias:

menos as segundas-feiras das compras,

menos o dia da netinha,

menos quando o flamengo perde...

                          “Não sou flamenguista, sou rubro-negro”  

Eis aí o “Point do Jorge”

vem aí com seu carro amassado,

 na garagem deixa o outro para esnobar.

Traz cadeiras, traz cervejas, traz guardados dos amigos,

faz o dia clarear...

                                            São 79 anos de praia   

No final-de-semana

tem pastel da Dona Encrenca

                                    “Faz cinqüenta anos que eu aturo a Dona Encrenca”  

E o coro logo se adianta:

“É ela quem te atura”  

 

Tem Helena, sua ajudante

                    “Deu no rádio que vai faltar pastel”  

 

Tem amigos de tudo que é jeito:

dos States, das noitadas, da infância

                              “How are you, Mr. Jorge?” 

Seu xará americano vem ao Point com freqüência.

                            “Amigo meu não tem defeito, inimigo se não tiver, eu boto”

 

As tardes e os bares do Leblon

Já conhecem seu percurso.

       “No exame, deu excesso de sangue no álcool”

 

A boemia e o pagode também conhecem o Jorge

                       “Esse é o nosso Rio de Janeiro”

 

Deixa seu coração falar e diz que é Salgueirense.

Há quem diga que dor de barriga da netinha

faz suas lágrimas caírem escondidas,

e que dorme na poltrona depois do Jornal Nacional.

 

São os vai-e-vem do fofocódromo,

que segundo seu diretor-presidente, nosso querido “Kinkas”,

fundador do boiolódromo, não deixa de afirmar em fofoquises:

“Se não fosse às cadeiras,o Jorge, podia ficar em casa”  

E no coqueiro, a bandeira do Flamengo pendurada é foto para turista.

Vem o Paulo e tira foto para o Sammy mexicano enviar.

Quem sabe o Vasco no seu lugar?Ou ainda o Botafogo?

Não adianta, ele não desiste:

           Não é bandeira, é um manto sagrado”  

E o manto já foi rasgado,

Elcio trouxe uma nova de presente,

E o Décio, Terra-Brazilis, sua cachaça predileta

Vovô Guerra, não pode faltar.

Tem debates, tem piadas, tem fofocas, tem bolo de aniversário, tem a mulherada para falar...

                    “Ah... um dia eu fui bom nisso”

 

Só não fale sobre desgraça, política e doença,

Faz o amigo Jorge se calar.

Água demais mata a planta"                                          

Assim é ele, nosso Jorge.

              “Eu pago um peão para correr para mim”

 

O anfitrião da praia do Leblon,

o patrono da praça Zózimo,

o personal trainer da simpatia

"Já passei da estimativa de vida, já estou fazendo hora-extra".

 

E por aí vai,

E antes que o tempo mude,

Ou que o rapa” passe,

Os amigos vão agradecendo

Por todas essas horas-extras entre nós.

                                                        

      Domingo de Carnaval    03/02/2008       carmenSí

                  


      
 

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